O principal problema apontado pelo relatório do Mapa da UFMG e pela matéria do jornal é o chorume, material altamente danoso ao meio ambiente que está descendo para o rio, contaminando-o.Profissionais da ONG Centro de Ecologia Integral comentaram a matéria que mostrou a situação do aterro que recebe o lixo de BH. “Isso é gravíssimo. Está errado ter aterro sanitário nas margens do rio”, comentou um integrante.“Por que esta empresa tem licença se ela está às margens do Rio das Velhas? Será que não seria então o caso, agora que foi mostrado isso, de se fazer uma operação corretiva?, questionou.Os profissionais do CEI explicaram os perigos dessa situação para o meio ambiente. “O problema é que o chorume é um material extremamente agressivo para a natureza e se cai no rio, não tem como ele ter vida. A demanda química do chorume por oxigênio é imensa. Por exemplo, o esgoto doméstico possui 500, 800 miligramas de dbo (demanda biológica por oxigênio) por litro. Já nos aterros a concentração pode variar de 10.000 até 40.000 dbo’s ou mais, dependendo da idade do aterro”.O futuro do Aterro de Sabará também entrou em discussão. “Quando terminar o aterro, quem vai ser responsável pela área? Os queimadores de gás vão continuar queimando aleatoriamente lá? Ou alguém vai aproveitar o gás para gerar energia, como é feito no antigo aterro da BR-040?”Conheça a ficha sobre o Aterro de Sabará disponível no portal Mapa dos Conflitos Ambientais de MG. As últimas informações inseridas são de 2010:
“Segundo relato de representante da Comissão Pastoral da Terra (CPT), em agosto de 2008, uma equipe da CPT visitou o local para verificar os danos ambientais causados pela atividade e ouvir a população local. Nessa visita, moradores denunciaram que o chorume produzido pelo aterro vai para o Rio das Velhas, que está próximo e abaixo da área de depósito de lixo. Outro problema relatado foi o mau cheiro, sobretudo durante às noites, quando a emissão dos gases produzidos pelo lixo se intensifica. Ainda em relação aos impactos sobre os recursos naturais, moradores denunciam que as explosões de uma pedreira que está próxima ao aterro oferecem o risco de vulnerabilizar o solo, tornando-o mais permeável, o que aumentaria o risco de contaminação do lençol freático.”
“Conforme informações do jornal Tribuna de Sabará, os moradores denunciam também o incômodo causado pelos animais que vão ao aterro em busca de lixo e os risco de contaminação e doenças ao qual a comunidade está exposta, devido à proximidade com os detritos. Outra denúncia dos moradores se refere à forma inadequada de transporte do lixo para o aterro, pois chegam caminhões inadequados que não poderiam transportar esse tipo de material.”

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